Na véspera de eleições, é recorrente ouvir a pergunta: “Onde foi que o comunismo deu certo?”. A questão, muitas vezes levantada por aqueles que se autodenominam defensores do sistema capitalista — inclusive os que se utilizam de buscas rápidas na internet para embasar seus argumentos —, merece uma resposta que vai além de afirmações ideológicas: ela passa por uma análise quantitativa e qualitativa fundamentada em dados objetivos.
De acordo com estimativas gerais, o planeta conta com aproximadamente 200 nações. Dos quais, no máximo 20 são rotuladas como comunistas ou socialistas pelos estudantes do Google da direita brasileira. Ao aplicarmos uma simples operação matemática de adição e subtração, chegamos a um dado incontornável: cerca de 180 países seguem modelos econômicos pautados no capitalismo, o que significa que a estrutura dominante no mundo atual é precisamente essa.
Diante desse cenário, é válido inverter a pergunta inicial: “Onde foi que o capitalismo deu certo?”. Afinal, diante do impedimento sistemático que o capitalismo exerceu sobre projetos comunistas e socialistas ao longo da história — seja por meio de intervenções políticas, econômicas ou militares —, a matemática nos mostra de forma quantitativa que é o sistema capitalista o responsável qualitativamente pela miséria global. Se a grande maioria dos países segue esse modelo e, mesmo assim, desigualdades extremas, fome, falta de acesso a serviços básicos e exploração de trabalhadores persistem em escala planetária, a culpa não pode ser atribuída a um sistema que representa menos de 10% do cenário mundial.
Enfim, a reflexão deve ser direcionada para o modelo que governa a maior parte do globo. A pergunta correta não é sobre onde o comunismo deu certo, mas sim sobre onde o capitalismo realmente alcançou o objetivo de promover bem-estar e justiça para todos os seus cidadãos:
Categoria: Política/Ponto de vista
Autor: EdmilsonMendes
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