2 de fev. de 2026

As 10 Estratégias de Manipulação da sociedade através da imprensa ou mídia

O linguista, filósofo, sociólogo, cientista cognitivo Noam Chomsky na sua obra intitulada: "Armas silenciosas para guerras tranquilas" fala sobre as 10 Estratégias de Manipulação da sociedade através da imprensa ou mídia:

*1. A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.* 

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”

*2. CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.* 

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

*3. A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.* 

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

*4. A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.* 

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

*5. DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.* 

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

*6. UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.* 

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

*7. MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.* 

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

*8. ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.* 

Estimular o público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

*9. REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.* 

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

*10. CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.* 

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crédito scente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

Categoria: Política , Reflexão
Autor: Noam Chomsky 

6 de jan. de 2026

Qual a desculpa para a próxima vítima (USA)?

 Uma das máximas e pensamentos do Imperador   Napoleão  Bonaparte:  Não há leis possíveis contra o dinheiro. Imagina 50 milhões de dólares para sequestrar  Maduro. Cinquenta mil reis seria  o suficiente para um latino-americano mudar de ideia. Para alguns brasileiros bastaria um dia de folga do trabalho para tal atitude, este  ainda 
denunciaria o colega. 
 
Nada de surpresa,  Maduro não será o último nem o primeiro sequestrado pelos Estados Unidos. A Venezuela também não será o último nem o primeiro país  a sofrer  golpes,  perseguições,  boicotes, Invasões,  implantação de ditadura com desculpa de democracia , pelo decadente Império americano ,  na América  Latina e no mundo ,      apoiado  e aplaudido  pela velha grande mídia prestadora  de serviço  ao poder imperialista americano.  

A  pergunta que não quer calar:  
Qual a desculpa para a  próxima vítima? 

Com certeza não será França, Rússia, Alemanha nem Inglaterra ...
 Fato é, nada de novidade, a história registra há séculos,  todos governos latino-americanos  de perfis nacionalistas foram derrubados pelos Estados Unidos (indico o livro : As veias abertas da América Latina de Eduardo Galeano). 
Ainda somos colônias americanas, conquistamos uma pseudo independência política, porém,  falta a segunda Independência, ou seja, a independência econômica. 
Nada de novidade , mas de certo, infelizmente,   a inevitável  já iniciada  terceira  Guerra Mundial  e  o surgimento de mais um ditador Hitler, que quer dominar o mundo através da força,  desta vez,  lá dos Ventos imperialista do Norte. 
De fato, é preciso o apoio, unidade  e resistência da América Latina contra a  escalada de  terror  norte-americano a Venezuela e demais soberanias.

Categoria: Política
Autor: EdmilsonMendes

22 de nov. de 2025

Suje-se Gordo!


  
Uma noite, há muitos anos, passeava eu com um amigo no terraço do Teatro de São Pedro de Alcântara. Era entre o segundo e o terceiro ato da peça A  Sentença ou o Tribunal do Júri. Só me ficou o título, e foi justamente o título que nos levou a falar da instituição e de um fato que nunca mais me esqueceu.

- Fui sempre contrário ao júri - disse-me aquele amigo -, não pela instituição em si, que é liberal, mas porque me repugna condenar alguém, e por aquele preceito do Evangelho: "Não queirais julgar para que não sejais julgados". Não obstante, servi duas vezes. O tribunal era então no antigo Aljube, fim da rua dos Ourives, princípio da ladeira da Conceição.

Tal era o meu escrúpulo que, salvo dous, absolvi todos os réus. Com efeito, os crimes não me pareceram provados; um ou dous processos eram muito mal feitos. O primeiro réu que condenei era um moço limpo, acusado de haver furtado certa quantia, não grande, antes pequena, com falsificação de um papel. Não negou o fato, nem podia fazê-lo, contestou que lhe coubesse a iniciativa ou inspiração do crime. Alguém, que não citava, foi que lhe lembrou esse modo de acudir a uma necessidade urgente; mas Deus, que via os corações, daria ao criminoso verdadeiro o merecido castigo. Disse isso sem ênfase, triste, a palavra surda, os olhos mortos, com tal palidez que metia pena; o promotor público achou nessa mesma cor do gesto a confissão do crime. Ao contrário, o defensor mostrou que o abatimento e a palidez significavam a lástima da inocência caluniada.

Poucas vezes terei assistido a debate tão brilhante. O discurso do promotor foi curto, mas forte, indignado, com um tom que parecia ódio, e não era. A defesa, além do talento do advogado, tinha a circunstância de ser a estreia dele na tribuna. Parentes, colegas e amigos esperavam o primeiro discurso do rapaz, e não perderam na espera. O discurso foi admirável, e teria salvo o réu, se ele pudesse ser salvo, mas o crime metia-se pelos olhos dentro. O advogado morreu dous anos depois, em 1865. Quem sabe o que se perdeu nele! Eu, acredite, quando vejo morrer um moço de talento, sinto mais que quando morre um velho... Mas vamos ao que ia contando. Houve réplica do promotor e tréplica do defensor. O presidente do tribunal resumiu os debates, e, lidos os quesitos, foram entregues ao presidente do conselho, que era eu.

Não digo o que se passou na sala secreta; além de ser secreto o que lá se passou. Contarei depressa; o terceiro ato não tarda.

Um dos jurados do conselho, cheio de corpo e ruivo, parecia mais que ninguém convencido do delito e do delinquente. O processo foi examinado, os quesitos, lidos, e as respostas, dadas (onze votos contra um); só o jurado ruivo estava inquieto. No fim, como os votos assegurassem a condenação, ficou satisfeito, disse que seria um ato de fraqueza, ou cousa pior, a absolvição que lhe déssemos. Um dos jurados - certamente o que votara pela negativa - proferiu algumas palavras de defesa do moço. O ruivo - chamava-se Lopes - replicou com aborrecimento:

- Como, senhor? Mas o crime do réu está mais que provado.

- Deixemos de debate - disse eu, e todos concordaram comigo.

- Não estou debatendo, estou defendendo o meu voto, continuou Lopes. O crime está mais que provado. O sujeito nega, porque todo o réu nega, mas o certo é que ele cometeu a falsidade, e que falsidade! Tudo por uma miséria, duzentos mil-réis! Suje-se gordo! Quer sujar-se? Suje-se gordo!

"Suje-se gordo!" Confesso-lhe que fiquei de boca aberta, não que entendesse a frase, ao contrário; nem a entendi nem a achei limpa, e foi por isso mesmo que fiquei de boca aberta. Afinal caminhei e bati à porta, abriram-nos, fui à mesa do juiz, dei as respostas do conselho e o réu saiu condenado. O advogado apelou; se a sentença foi confirmada ou a apelação, aceita, não sei; perdi o negócio de vista.

Quando saí do tribunal, vim pensando na frase do Lopes, e pareceu-me entendê-la. "Suje-se gordo!" era como se dissesse que o condenado era mais que ladrão, era um ladrão reles, um ladrão de nada. Achei esta explicação na esquina da rua de São Pedro; vinha ainda pela dos Ourives. Cheguei a desandar um pouco, a ver se descobria o Lopes para lhe apertar a mão; nem sombra de Lopes. No dia seguinte, lendo nos jornais os nossos nomes, dei com o nome todo dele; não valia a pena procurá-lo, nem me ficou de cor. Assim são as páginas da vida, como dizia meu filho quando fazia versos, e acrescentava que as páginas vão passando umas sobre outras, esquecidas apenas lidas. Rimava assim, mas não me lembra a forma dos versos.

Em prosa disse-me ele, muito tempo depois, que eu não devia faltar ao júri, para o qual acabava de ser designado. Respondi-lhe que não compareceria, e citei o preceito evangélico; ele teimou, dizendo ser um dever de cidadão, um serviço gratuito, que ninguém que se prezasse podia negar ao seu país. Fui e julguei três processos.

Um destes era de um empregado do Banco do Trabalho Honrado, o caixa, acusado de um desvio de dinheiro. Ouvira falar no caso, que os jornais deram sem grande minúcia, e aliás eu lia pouco as notícias de crimes. O acusado apareceu e foi sentar-se no famoso banco dos réus. Era um homem magro e ruivo. Fitei-o bem, e estremeci; pareceu-me ver o meu colega daquele julgamento de anos antes. Não poderia reconhecê-lo logo por estar agora magro, mas era a mesma cor dos cabelos e das barbas, o mesmo ar, e por fim a mesma voz e o mesmo nome: Lopes.

- Como se chama? - perguntou o presidente.

- Antônio do Carmo Ribeiro Lopes.

Já me não lembravam os três primeiros nomes, o quarto era o mesmo, e os outros sinais vieram confirmando as reminiscências; não me tardou reconhecer a pessoa exata daquele dia remoto. Digo-lhe aqui com verdade que todas essas circunstâncias me impediram de acompanhar atentamente o interrogatório, e muitas cousas me escaparam. Quando me dispus a ouvi-lo bem, estava quase no fim. Lopes negava com firmeza tudo o que lhe era perguntado, ou respondia de maneira que trazia uma complicação ao processo. Circulava os olhos sem medo nem ansiedade; não sei até se com uma pontinha de riso nos cantos da boca.

Seguiu-se a leitura do processo. Era uma falsidade e um desvio de cento e dez contos de réis. Não lhe digo como se descobriu o crime nem o criminoso, por já ser tarde; a orquestra está afinando os instrumentos. O que lhe digo com certeza é que a leitura dos autos me impressionou muito, o inquérito, os documentos, a tentativa de fuga do caixa e uma série de circunstâncias agravantes; por fim o depoimento das testemunhas. Eu ouvia ler ou falar e olhava para o Lopes. Também ele ouvia, mas com o rosto alto, mirando o escrivão, o presidente, o teto e as pessoas que o iam julgar; entre elas eu. Quando olhou para mim não me reconheceu; fitou-me algum tempo e sorriu, como fazia aos outros.

Todos esses gestos do homem serviram à acusação e à defesa, tal como serviram, tempos antes, os gestos contrários do outro acusado. O promotor achou neles a revelação clara do cinismo, o advogado mostrou que só a inocência e a certeza da absolvição podiam trazer aquela paz de espírito.

Enquanto os dous oradores falavam, vim pensando na fatalidade de estar ali, no mesmo banco do outro, este homem que votara a condenação dele, e naturalmente repeti comigo o texto evangélico: "Não queirais julgar, para que não sejais julgados". Confesso-lhe que mais de uma vez me senti frio. Não é que eu mesmo viesse a cometer algum desvio de dinheiro, mas podia, em ocasião de raiva, matar alguém ou ser caluniado de desfalque. Aquele que julgava outrora era agora julgado também.

Ao pé da palavra bíblica lembrou-me de repente a do mesmo Lopes: "Suje-se gordo!" Não imagina o sacudimento que me deu esta lembrança. Evoquei tudo o que contei agora, o discursinho que lhe ouvi na sala secreta, até àquelas palavras: "Suje-se gordo!" Vi que não era um ladrão reles, um ladrão de nada, sim de grande valor. O verbo é que definia duramente a ação: "Suje-se gordo!" Queria dizer que o homem não se devia levar a um ato daquela espécie sem a grossura da soma. A ninguém cabia sujar-se por quatro patacas. Quer sujar-se? Suje-se gordo!

Ideias e palavras iam assim rolando na minha cabeça, sem eu dar pelo resumo dos debates que o presidente do tribunal fazia. Tinha acabado, leu os quesitos e recolhemo-nos à sala secreta. Posso dizer-lhe aqui em particular que votei afirmativamente, tão certo me pareceu o desvio dos cento e dez contos. Havia, entre outros documentos, uma carta de Lopes que fazia evidente o crime. Mas parece que nem todos leram com os mesmos olhos que eu. Votaram comigo dous jurados. Nove negaram a criminalidade do Lopes, a sentença de absolvição foi lavrada e lida, e o acusado saiu para a rua. A diferença da votação era tamanha que cheguei a duvidar comigo se teria acertado. Podia ser que não. Agora mesmo sinto uns repelões de consciência. Felizmente, se o Lopes não cometeu deveras o crime, não recebeu a pena do meu voto, e esta consideração acaba por me consolar do erro, mas os repelões voltam. O melhor de tudo é não julgar ninguém para não vir a ser julgado. Suje-se gordo! Suje-se magro! Suje-se como lhe parecer! O mais seguro é não julgar ninguém... Acabou a música, vamos para as nossaqs cadeiras.

Categoria: Geral
Autor: Machado de Assis

22 de jul. de 2025

O Despertar do Mundo contra a Unipolaridade (EUA)

O atual cenário geopolítico global está em constante transformação, e uma das figuras mais emblemáticas desse processo é Donald Trump. Seu desespero diante da nova realidade multipolar é evidente, refletindo uma incapacidade de compreender que os Estados Unidos não são mais a única potência hegemônica. 

O mundo está se reconfigurando, e o que antes era visto como um domínio unipolar está dando lugar a um sistema mais complexo e diversificado.

O Transbordamento do Ódio Global,  as injustiças, invasões e opressões perpetradas pelos Estados Unidos, especialmente em relação a países em desenvolvimento, estão agora sendo questionadas em escala global. 

O sentimento de insatisfação e revolta contra as intervenções americanas em nações como Cuba e Venezuela está se espalhando. O que se percebe é que o mundo, outrora silenciado, começa a levantar a voz contra as agressões e invasões que, por muito tempo, foram consideradas normais. 

Se os EUA realmente quisessem promover a paz e a justiça, poderiam começar por aplicar os mesmos padrões que impõem a outros países em suas próprias relações com potências como Inglaterra, Alemanha e França.

A Nova Definição de América é  crucial entender que a verdadeira essência da América deve ser a inclusão de todos os americanos, e não apenas a promoção dos interesses de uma nação. A ideia de que os Estados Unidos são a única representação do mundo americano é uma falácia. O continente americano é rico em diversidade e potencial, e a cooperação entre suas nações é o caminho mais promissor para um futuro próspero. 

A visão de uma América unificada deve ser baseada no respeito mútuo e na colaboração, não na dominação.

A melhor alternativa para um mundo em crise é a cooperação, e não a competição. O modelo de competição, que historicamente foi a tônica das relações internacionais promovidas pelos EUA, está se mostrando cada vez mais arcaico e contraproducente. O que precisamos é de um novo paradigma que priorize a solidariedade e a busca por soluções comuns. 

A cooperação internacional pode gerar um impacto positivo na vida de milhões, promovendo um desenvolvimento sustentável e equitativo.
O Desaparecimento das Estruturas Sólidas
Como bem disse o grande mestre, "tudo o que é sólido se desmancha no ar". A história já mostrou que impérios, como o romano, desmoronam. Os Estados Unidos estão enfrentando um processo semelhante, e essa transição não é apenas inevitável, mas necessária. 

O mundo acordou para a necessidade de um novo modelo geopolítico, que enfatize a cooperação e a busca por uma humanidade mais justa. A competição, por sua vez, levará apenas à estagnação e ao desespero, um estado emocional que já é palpável na política americana.

Em suma, o desespero de Trump é um reflexo de um mundo que não aceita mais a unipolaridade. A mudança é iminente, e a resposta a essa nova realidade deve ser a construção de laços de cooperação entre as nações. O despertar do mundo é um chamado para todos nós, para que busquemos um futuro onde a justiça e a equidade sejam os pilares das relações internacionais. O tempo de agir é agora, e a mudança começa com a nossa disposição para colaborar e construir juntos um mundo melhor.

Autor: EdmilsonMende

7 de jul. de 2025

Congresso Nacional: inimigo do Brasil


Não sei por que tanto espanto ao atual Congresso Nacional. Os 300 Picaretas anunciados por Lula nos anos 90 permanecem, apenas trocaram de cara e de roupa. 

O Congresso Nacional inimigo do Povo é o mesmo de ontem, 70 a 80% é formado por representantes de empresários e fazendeiros apoiados pela velha grande mídia burguesa. De novidade apenas a volta de militares e ascensão do mercado religioso, especialmente evangélico, em detrimento de uma minoria de representantes dos pobres trabalhadores e do país. 

Diante do cenário atual Cazuza já dizia: vejo o futuro repetir o passado, ou seja, os ricos aprovando os seus interesses e negando os direitos dos trabalhadores, do povo, do verdadeiro desenvolvimento sustentável do país, enquanto os mesmos que reclamam são os que os elegem. 

A verdadeira renovação do Congresso Nacional se dará quando o investimento da ignorância for superado pelo da Educação, nesse caso teremos um Congresso Nacional amigo do povo e do país, capaz de taxar os super-ricos, valorizar o salário mínimo e investimento público harmonicamente. 

Portanto, para mudar o atual Congresso Nacional inimigo do Povo, fico com Nise da Silveira: "É necessário SE ESPANTAR, SE INDIGNAR, E SE CONTAGIAR; só assim é possível mudar a realidade.

Autor: EdmilsonMendes

27 de jun. de 2025

Comunicação e a necessidade de mudança no governo (PT)

É inegável que a colmunicação é um pilar essencial para qualquer governo. Como bem disse Chacrinha, "quem não se comunica se trumbica". Esta máxima é particularmente verdadeira quando observamos a atual situação do governo do PT e sua comunicação com o povo. 

A falta de uma estratégia clara e eficaz de comunicação tem gerado um abismo entre o governo e a população, criando uma desconexão alarmante.

O presidente Lula possui uma oportunidade valiosa de se conectar diretamente com os cidadãos. Ele pode utilizar momentos em cadeia nacional para explicar decisões, desmentir rumores ou simplesmente dialogar com o povo. No entanto, essa oportunidade 
não está sendo aproveitada. 

Não existe um programa matinal diário onde o presidente possa se dirigir à nação, algo que poderia fortalecer a confiança da população no governo.
Além disso, é importante ressaltar que outras instituições, como as igrejas evangélicas, possuem mais canais de comunicação do que o próprio PT. Essa disparidade demonstra uma falha significativa na estratégia comunicacional da esquerda. 

As rádios comunitárias e outros meios de comunicação que poderiam ser aliados na disseminação da mensagem do governo estão subutilizados, resultando em uma verdadeira vergonha para aqueles que defendem os direitos dos trabalhadores e a justiça social.

A Importância da Comunicação Eficiente,
Um governo que não constrói um exército forte  e não politiza sua militância está fadado ao fracasso. Sem a participação ativa do povo na construção de uma nação, qualquer esforço se torna em vão. 

A busca por cargos importantes sem um verdadeiro comprometimento com as demandas populares levará a uma nação desunida e sem rumo.

É fundamental entender que não é possível agradar a Deus e Satanás  ao mesmo tempo; especialmente no caso do PT e da esquerda brasileira. É preciso tomar decisões firmes e claras, sem tentar conciliar interesses contraditórios. 

A falta de uma comunicação eficiente e de consciência crítica impede avanços significativos e transforma as boas intenções em frustrações coletivas.

Um Chamado à Ação.
Estamos em um momento crucial; é hora de mudar essa realidade antes que seja tarde demais. 

A mensagem é clara: uni-vos já! 

É preciso construir um canal de comunicação robusto que permita ao governo dialogar abertamente com o povo. Somente assim poderemos iniciar uma verdadeira revolução social e política no Brasil.

Em suma, a comunicação não é apenas uma ferramenta; é a própria essência da democracia. Sem ela, tudo se trumbica, como já alertava Chacrinha. Portanto, é hora de agir, repensar estratégias e unir forças para transformar essa situação insustentável.

Autor: EdmilsonMendes

8 de jun. de 2025

O PT não é mais aquele !!!

🧐 0  PT não é mais aquele,  precisamos reconstruí-lo ,   já:     Sou  filiado,   candidato pelo PT ,  no início dos anos 90,  quando o PT cabia num fusquinha  e chamado de xiita. Quando o PT realmente respeitava a democracia interna, a unidade e as   decisões democráticas  internas  das assembleias do partido.  

Hoje, o PT sofreu metamorfose ambulante: Temos os que são PT, estes os   ideológicos , de raiz ,  os de esquerda de verdade.  0s que estão no PT ,   são os aproveitadores do  PT,  da esquerda liberal.  0  PT de Lula, os Lulistas.  

Vejo o PT de hoje , um partido de laboratório, caciques , apenas reformista, mais próximo da direita do que da esquerda, longe de revolucionário, aliás,  a esquerda.  Os governos são do PT , porém,  os cargos em grande escala  de direita , bolsonaristas e  oportunistas vestidos de petistas, de esquerda,  salvo  alguns além da cúpula .  

 Mais de 10 anos de governo,  não possui uma rádio , TV, enquanto evangélicos e  católicos ,  em cada esquina tem uma.  Além disso, de não politizar o povo,  a  militância só é convocada e lembrada apenas em tempos de guerra , ou seja,  quando o circo está pegando fogo,  para as ruas.  E mais:  não mobilizou estudantes ,   os trabalhadores, os  movimentos, não politizou   os  jovens nem  os filiados para substituir os de   fim de  carreira,  os veteranos. 

Nenhuma reforma estruturante radical  foi realizada, por exemplo, educação e saúde.  tornou-se um partido semelhante os  de  direita , os quais criticavam .  Eu avisei!!! 

 E quando o Lula partir, qual  será o PT?   O PT revolucionário ou de esquerda dos  liberais? certeza que precisamos mudar de verdade,  antes que seja tarde demais. 
Reconheço as distintas conjunturas e a importância do PT para o país até o momento.  

Por outro lado, como disse Cazuza: vejo o futuro repetir o passado, tua piscina está cheia de ratos, O Tempo Não para.  13 Sempre!! Enfim, uni-vos!!!

Autor: EdmilsonMendes

20 de mai. de 2025

O QUE É A VIDA ?

A vida, tema complexo e multifacetado, recebe inúmeras definições, dependendo da perspectiva individual. 

Para alguns, é um "sopro do Criador", como expressou Gonzaguinha, representando uma força superior e misteriosa.  Outros a veem como movimento constante, uma luta pela sobrevivência. 

 A metáfora do leão perseguindo a zebra ilustra essa perspectiva: a luta pela vida e a fuga da morte são faces inseparáveis da existência.  

O leão corre para sobreviver, caçando para se alimentar; a zebra corre para escapar da predação, buscando sua própria sobrevivência. 

 Essa dinâmica predador-presa simboliza a constante busca pela sobrevivência inerente à vida, uma corrida incessante entre a vida e a morte.

 Em suma: a constante corrida contra a morte é a vida.

Autor: EdmilsonMendes

13 de mai. de 2025

FORMA DE GOVERNO


 Uma das máximas do Imperador francês Napoleão Bonaparte diz:

 "O  nome e a forma do governo nada significam, contanto que os cidadãos sejam iguais em direitos e que a justiça seja bem praticada", destaca a importância da equidade e da justiça como pilares de uma sociedade bem-sucedida, independentemente do sistema político adotado. 
 
A afirmação, contudo, pressupõe a possibilidade de se alcançar a igualdade de direitos e a justiça plena, algo questionado pelo texto complementar.

O texto contrapõe a visão de Napoleão ao argumentar que o capitalismo, em sua forma atual, impossibilita a concretização de uma sociedade justa, soberana, democrática e patriótica, onde todos usufruam de direitos iguais e justiça efetiva.  

Esta contraposição levanta um debate crucial: a compatibilidade entre o capitalismo e os ideais de igualdade e justiça social. 

 A crítica implícita reside na desigualdade inerente ao sistema capitalista, onde a concentração de riqueza e poder em poucas mãos dificulta, senão impede, a igualdade de oportunidades e o acesso à justiça para todos os cidadãos.

Em síntese, enquanto Napoleão enfatiza a importância da justiça e da igualdade como fins em si mesmos, independentemente da forma de governo, o texto complementar argumenta que o sistema econômico vigente, o capitalismo, cria obstáculos intransponíveis para alcançar esses mesmos fins.  

A discussão, portanto, transcende a simples escolha de um sistema político e se aprofunda na complexa relação entre sistema econômico, justiça social e a construção de uma nação verdadeiramente soberana, democrática e patriótica..

Autor: EdmilsonMendes

4 de mai. de 2025

NÓ DE PORCO(Congresso Nacional)


  0 problema do Brasil está no secular NÓ DE PORCO do Congresso Nacional.    

Para quem interessar possa:  
 
0  crescimento e  o desenvolvimento sustentável do Brasil com justiça social para todos,  igualdade , com projeto sério e  permanente  de um país , só é possível através de investimento público estruturantes, transformadores.  Isto  é impossível através de investimento privado, pois,  esse não tem tamanho para tal.   Portanto,  jamais investimento público sério sem antes desmanchar o famoso nó de porco que existe no Congresso Nacional e nos legislativos  em geral, "NÓ" que nem todos sabem desatar mas  terá  que aprender para  resolver este problema político que nunca foi econômico, porque sempre teve  e tem muito dinheiro , infelizmente para poucos,   não para  muitos.  

O desenvolvimento  sustentável e a justiça social no Brasil estão intrinsecamente ligados à capacidade de superar a ineficiência e a corrupção presentes no Congresso Nacional.  Cito o Legislativo como um  "NÓ" que precisa ser desatado para que políticas públicas eficazes e transformadoras sejam implementadas.  A analogia do "NÓ" representa a complexa teia de interesses que impedem o progresso, incluindo orçamento secreto, emendas parlamentares direcionadas e a falta de independência intelectual dos congressistas.

Duas vias são sugeridas para desatar esse "NÓ": a ação consciente do eleitor, por meio de um voto informado e crítico, e a mobilização popular, impulsionada pela fome e pela miséria.  Contudo, a segunda opção é vista como controlada por medidas paliativas do governo, que buscam silenciar a revolta popular.

A solução, portanto, reside na conscientização do eleitorado.  A escolha de representantes comprometidos com a justiça social e o desenvolvimento sustentável é fundamental para que o Congresso Nacional deixe de ser um obstáculo e se torne um agente de transformação. 
 
Sem a ruptura desse ciclo vicioso de corrupção e ineficiência, as políticas sociais se reduzem a "pequenos favores" (bolsas, auxílios), sem atacar as causas estruturais da desigualdade.  

A construção de um país justo e desenvolvido exige, portanto, a superação desse "NÓ", por meio de um processo contínuo de conscientização política e participação cidadã é essencial na construção de um Brasil justo e desenvolvido.

Autor: EdmilsonMendes