27 de abr. de 2026

A Hipocrisia Geopolítica dos Estados Unidos e a Necessidade de uma Resposta Global

Ao longo da história contemporânea, uma dinâmica geopolítica contraditória tem se consolidado como uma constante: ações que são rotuladas de ilegítimas, invasivas ou danosas quando praticadas por outras nações são frequentemente legitimadas, aplaudidas ou até defendidas como necessárias quando executadas pelos Estados Unidos. Essa disparidade de critérios não é um fenômeno recente, mas sim uma prática recorrente, adotada por diferentes governos norte-americanos, independentemente de sua orientação política.
 
Um exame retrospectivo dos fatos revela um histórico marcado por intervenções que impactaram profundamente a soberania de diversos povos. Na América Latina, na América Central e em regiões espalhadas por todo o globo, registram-se casos de golpes de Estado, interferências em processos eleitorais e ações que desestabilizaram governos soberanos — todas justificadas, invariavelmente, sob o pretexto de promover a democracia. Entretanto, por trás desse discurso, percebe-se uma lógica centrada na apropriação de recursos, na ampliação de influência geopolítica e na imposição de interesses próprios, em detrimento da autodeterminação das nações alvo.
 
Paralelamente a essa atuação, observa-se a existência de um sistema de apoio que reforça essa desigualdade de tratamento. .

Grandes veículos de comunicação, muitas vezes alinhados aos interesses hegemônicos, atuam como aliados, construindo narrativas que legitimam as ações norte-americanas e criminalizam iniciativas similares de outros países. Essa cobertura distorcida cria uma percepção global enviesada, dificultando a conscientização sobre os danos causados por essas intervenções.
 
Contudo, o aspecto mais preocupante reside na passividade da comunidade internacional. Embora milhares de pessoas e nações sejam prejudicadas por boicotes, sanções e ações coercitivas impostas pelos Estados Unidos, há uma ausência de reação coletiva firme. Seria oportuno refletir sobre o que ocorreria se essas mesmas medidas fossem aplicadas reciprocamente: se o mundo se unisse para adotar restrições econômicas e políticas semelhantes, seria possível verificar se a potência norte-americana teria condições de suportar os mesmos impactos que impõe a outros povos. Esse exercício de reciprocidade não se trata de promover violência, mas de exigir equidade e respeito mútuo nas relações internacionais.
 
Atualmente, indicadores econômicos, políticos e sociais apontam para um processo de decadência da hegemonia norte-americana, abrindo espaço para uma reconfiguração da ordem mundial. Nesse cenário, torna-se imprescindível que as nações e os povos do mundo se unam em defesa da soberania, da justiça e da transparência. A hora de contestar narrativas enganosas e de exigir critérios universais nas relações internacionais é agora; somente por meio da união global será possível encerrar o ciclo de hipocrisia e garantir que todos os países, independentemente de seu tamanho ou poder, sejam tratados com igualdade e respeito.
Categoria: Política , Reflexão , Ponto de vista
Autor: EdmilsonMendes

19 de abr. de 2026

E você, vai ser menos um a pisar na grama?

Ninguém muda ninguém, mas você pode mudar a si mesmo. O pai passeava com seu filho no centro da cidade. 
O filho curioso repentinamente chama a atenção do pai: — Olha aquele homem do outro lado da rua pisando na grama. Por que ele está pisando na grama se tem uma placa com o aviso “Não pise na grama”? O pai, surpreso com a curiosidade e inteligência do seu filho de 10 anos, respondeu-lhe: — Meu filho, aquele homem desobedeceu ao aviso da placa; talvez a falta de educação o tenha impedido de não pisar na grama para mantê-la conservada. 
Porém, meu filho, não aja como aquele homem. Seja menos um a pisar na grama; desta forma, manterá a grama e o jardim conservados e belos. Por outro lado, não seja mais um a pisar; mais tarde serão dois, três, centenas e milhares; você matará a beleza da grama e do jardim. 
Meu filho, ninguém muda ninguém, mas você pode ser menos um a pisar na grama e mantê-la conservada. O filho com certeza captou os ensinamentos do pai, os quais todos deveriam seguir. Ninguém muda ninguém, mas você pode mudar a si mesmo; você, menos um a pisar na grama e mantê-la conservada. 
 Ninguém muda ninguém, mas se você quer mudar algo de verdade, comece mudando você mesmo, suas atitudes; seja menos um a pisar na grama; desta forma será capaz de mudar não só você, mas inclusive a política e o mundo. 
Enfim, se você quer realmente mudar algo, seja menos um a pisar na grama: o pai, o filho , você  e  eu. 
:  Política, Reflexão, Ponto de vista
Autor: EdmilsonMendes

3 de abr. de 2026

0 Paradoxo Brasileiro: Um Espelho da Nossa Realidade


 O Paradoxo Brasileiro: Um Espelho da Nossa Realidade
 

Vivemos em um país de contrastes profundos, onde a realidade muitas vezes parece se inverter, dando origem ao que podemos chamar de "O Paradoxo Brasileiro". É uma terra de gigantescas contradições, onde o progresso convive lado a lado com o atraso, e a abundância não necessariamente significa felicidade.
 
Observamos fenômenos que, à primeira vista, parecem ilógicos, mas que refletem a complexidade da nossa sociedade. Enquanto ainda lutamos contra a insegurança alimentar, a obesidade já se tornou uma epidemia que mata mais do que a fome, evidenciando um problema de acesso não apenas à quantidade, mas à qualidade de vida. Da mesma forma, as redes sociais, criadas para conectar o mundo, transformaram-se em ferramentas que, muitas vezes, isolam e distanciam as pessoas, gerando uma sensação de vazio e solidão.
 
A saúde mental também reflete esse descompasso. A ansiedade e a depressão pairam sobre a sociedade como uma nuvem escura, agoniando milhões que, mesmo tendo informações, não encontram paz. Há ainda o paradoxo do conhecimento: saber decifrar letras não significa, necessariamente, compreender o mundo ou exercer a cidadania crítica. E na economia, a linha é tênue: ser considerado classe média no Brasil carrega um fardo que muitas vezes se assemelha à riqueza para uns e à sobrevivência para outros.
 
Mas talvez os paradoxos mais dolorosos estejam na política e na cultura. Vemos o trabalhador, que deveria lutar por seus direitos, acabar por endossar projetos que beneficiam apenas a elite. A religião, que deveria ser espiritualidade e acolhimento, por vezes se transforma em um grande negócio. Os valores se invertem: o que era marginalizado ganha as telas como influenciador, enquanto o pobre, historicamente explorado, encontra-se votando em ideologias que muitas vezes contrariam seus próprios interesses sociais.
 
O capitalismo é assim mesmo
O cansaço é político
A educação e a saúde no Brasil um projeto.
 
Essa repetição é o coração da questão. Nosso cansaço não é apenas físico, é político. É o esgotamento de ver serviços essenciais como educação e saúde sendo tratados não como direitos garantidos, mas como meros projetos, sempre inacabados, sempre dependentes da boa vontade de quem detém o poder.
 
Enfrentar esses paradoxos é o primeiro passo para tentar entender o Brasil. É perceber que, para mudar essa realidade, é preciso ir além da aparência e questionar a estrutura que mantém tudo assim: de forma desigual, cansativa e, acima de tudo, política.

Colegoria: Política, Ponto de vista, Reflexão
Autor: EdmilsonMendes

22 de mar. de 2026

Pobre Cuba - tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos!!!

O corriqueiro adágio "pimenta nos olhos dos outros é refresco" se aplica com perfeição na análise sobre o atual momento de Cuba: desconhecer ou tentar ignorar os terríveis bloqueios econômicos há mais de 50 anos pelos Estados Unidos e negar os reflexos profundos no presente e no futuro sócio-econômico, no bem-estar dos cubanos é impossível. Nem fingir a blindagem dos americanos pela mídia burguesa. 

A  pergunta que não quer calar: 

O  Brasil, os brasileiros aguentariam apenas cinco anos de boicote econômico americano? Cuba resiste, com avanços na saúde e educação de qualidade e  gratuita,  graças à conscientização do seu povo. Resiste aos ataques de Trump, atingindo energia, alimentos e necessidades essenciais, além de ameaças de invasão, um verdadeiro genocídio. 

Resiste também à mídia que presta serviço ao império do Norte, escondendo a miséria e negando os avanços de Cuba. Diante desse boicote, nada mais justo do que os países da América Latina e do mundo prestarem solidariedade com ajuda aos cubanos. 

Pobre Cuba: para os que zombam, imagina passar cinco anos de boicote econômico tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos. Segundo Porfirio Díaz, ex-líder mexicano: "Pobre México...". Enfim, pimenta nos olhos dos outros é refresco.

Categoria:  Política, Ponto de vista
Autor: EdmilsonMendes

20 de mar. de 2026

A Diferença entre a Esquerda e a Direita

A política é um assunto muito importante na nossa sociedade. Muitas vezes, ouvimos sobre duas grandes correntes: a esquerda e a direita. Mas o que isso realmente significa? Vamos explorar a diferença entre elas.

A esquerda é um grupo que se preocupa muito com as pessoas que têm menos dinheiro. Elas querem ajudar aqueles que estão passando por dificuldades, como a pobreza. A ideia é que todos tenham oportunidades iguais e que ninguém fique sem o que precisa para viver bem. A esquerda busca fazer mudanças que ajudem a melhorar a vida das pessoas mais necessitadas.

A Direita
Por outro lado, a direita tem uma visão diferente. Muitas vezes, eles acreditam que as pessoas devem se esforçar mais para conseguir o que querem. Às vezes, isso pode parecer que eles querem se afastar das pessoas que têm dificuldades, em vez de ajudá-las. A direita foca em políticas que promovem o crescimento econômico, mas nem sempre se preocupa com a pobreza.

Em resumo, a diferença entre a esquerda e a direita é que a esquerda tenta eliminar a pobreza, enquanto a direita pode parecer que tenta se afastar das pessoas pobres. É importante entender essas diferenças para que possamos discutir e pensar sobre como melhorar a nossa sociedade.
Categoria: Política, Ponto de vista
Autor: EdmilsonMendes 

8 de mar. de 2026

ONDE FOI QUE O COMUNISMO DEU CERTO? UMA QUESTÃO QUE MERECE OUTRA PERGUNTA


 
Na véspera de eleições, é recorrente ouvir a pergunta: “Onde foi que o comunismo deu certo?”. A questão, muitas vezes levantada por aqueles que se autodenominam defensores do sistema capitalista — inclusive os que se utilizam de buscas rápidas na internet para embasar seus argumentos —, merece uma resposta que vai além de afirmações ideológicas: ela passa por uma análise quantitativa e qualitativa fundamentada em dados objetivos.
 
De acordo com estimativas gerais, o planeta conta com aproximadamente 200 nações. Dos quais, no máximo 20 são rotuladas como comunistas ou socialistas pelos estudantes do Google da direita brasileira. Ao aplicarmos uma simples operação matemática de adição e subtração, chegamos a um dado incontornável: cerca de 180 países seguem modelos econômicos pautados no capitalismo, o que significa que a estrutura dominante no mundo atual é precisamente essa.
 
Diante desse cenário, é válido inverter a pergunta inicial: “Onde foi que o capitalismo deu certo?”. Afinal, diante do impedimento sistemático que o capitalismo exerceu sobre projetos comunistas e socialistas ao longo da história — seja por meio de intervenções políticas, econômicas ou militares —, a matemática nos mostra de forma quantitativa que é o sistema capitalista o responsável qualitativamente pela miséria global. Se a grande maioria dos países segue esse modelo e, mesmo assim, desigualdades extremas, fome, falta de acesso a serviços básicos e exploração de trabalhadores persistem em escala planetária, a culpa não pode ser atribuída a um sistema que representa menos de 10% do cenário mundial.
 
Enfim, a reflexão deve ser direcionada para o modelo que governa a maior parte do globo. A pergunta correta não é sobre onde o comunismo deu certo, mas sim sobre onde o capitalismo realmente alcançou o objetivo de promover bem-estar e justiça para todos os seus cidadãos: 

Categoria: Política/Ponto de vista 
Autor: EdmilsonMendes

26 de fev. de 2026

Utopia - um mundo comunista

Conforme o dicionário,  Utopia significa algo irreal, inclusive na política. Diante  do anunciado, podemos considerar utopias: um mundo sem fronteiras, erradicação da miséria pelo capitalismo e um mundo comunista. Porém,  qual das utopias citadas é mais provável tornar-se realidade?  

Refletindo sobre cada utopia, iniciamos pelo mundo sem fronteiras e observamos a impossibilidade de realização justamente pelo fato dos interesses político, econômico e social fortemente consolidados e irreversíveis.  

Referente à erradicação da miséria pelo capitalismo, também é impossível, irrealizável, pelo modelo  dos  meios de produção, concentração de riqueza na mão de poucos e  lucros gigantes em detrimento da miséria e desigualdade social. Lucros obtidos através da força de trabalho da grande massa de trabalhadores explorados. 

Quanto ao mundo comunista, apesar da opressão fulminante e desleal do capitalismo, observamos conquistas e reconquistas pontuais, reais e em vias da realidade, através da luta e resistência dos trabalhadores em geral. 

Insere-se, portanto, que Utopia não traz esperança. Assim, é urgente que as autoridades do mundo capitalista se posicionem contra o comunismo e se preocupem com as utopias citadas: um mundo comunista é a mais provável de se realizar, ou seja, de acontecer, produzindo pavor, medo e ódio aos interesses perversos do capitalismo.

Categoria:Política,Reflexão
Autor: EdmilsonMerles

15 de fev. de 2026

#Stalin matou 300 Mil pessoas com bombas nucleares no Japão.?

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Stalin matou 300 Mil pessoas com bombas nucleares no Japão.?

#Stalin matou 300 Mil pessoas com bombas nucleares no Japão.?

Não, foram os Estados Unidos.

Stalin matou 6 milhões de judeus?

Não, foi a Alemanha.

Stalin matou mais de 5 milhões de pessoas no Congo?

Não, foi a Bélgica.

Stalin matou centenas de milhares de pessoas famintas na Índia e nações escravizadas na Ásia e África?

Não, foi a Inglaterra.

Stalin matou mais de mil pessoas na Argélia?

Não, foi a França.

Stalin matou 3 milhões de pessoas no Vietnam e 2 milhões no Camboja?

Não, foram os Estados Unidos.

Stalin matou mais de 6 milhões de coreanos no sul e no norte e um milhão de chineses na guerra da Coreia?

Não, foram os Estados Unidos.

Stalin matou 1 Milhão de pessoas no Iraque?

Não, foram os Estados Unidos.

Stalin matou mais de 240 mil pessoas no Afeganistão?

Não, foram os Estados Unidos.

Foi Stalin que destruiu a Jugoslávia, a Líbia e a Síria?

Não, foi os EUA e a NATO. 

Stalin apoiou golpes militares e ditaduras em toda a América Latina?

Não, foram os Estados Unidos.

Stalin realizou o genocídio dos povos indígenas, anexou metade do México, Puerto Rico, Havaí e outros territórios?

Não, foram os Estados Unidos.

Stalin matou mais 50.000 Palestinos na Faixa de Gaza, só no conflito atual no Oriente Médio?

Não, foi "Israel".

Stalin ocupou a Palestina e territórios da Síria, Líbano, Jordânia e Egito, matando milhares de pessoas nesses países, incluindo o uso de armas proibidas pelo direito internacional?

Não, foi "Israel".

Stalin escravizou, torturou e matou milhões de africanos.?

Não, foi a Europa civilizada e os EUA.

Stalin apoiou regimes racistas na África do Sul e no Zimbabué?

Não, eram os EUA e "Israel".

É Stalin que mata jovens negros nos arredores das cidades brasileiras?

Não, é a Polícia Militar de Tarcísio, Caiado, Zema e outros governadores de direita no Brasil.

Então, quais foram os crimes de Stalin?

Levou a União Soviética do Arado ao Espaço, transformou a Rússia de um país agrícola semifudal numa potência industrial e agrícola em poucos anos, desenvolveu a ciência e a tecnologia da União soviética, erradicou o analfabetismo, derrotou Hitler, expulsou os nazis da metade da Europa, levou a bandeira vermelha para Berlim e impulsionou a criação de armas nucleares. Um poderoso campo socialista num terço do planeta, incluindo a União Soviética, China, Europa Oriental e Coreia. A URSS perdeu 27 milhões de cidadãos na Segunda Guerra Mundial e ainda se tornou a segunda potência económica e militar do mundo. Ah, sim, cometeu os erros de reconhecer a criação do estado de "Israel" e impôs o modelo do realismo socialista como a única arte oficial da URSS, mas ninguém é perfeito.

Quem libertou os prisioneiros dos campos de concentração nazis na Europa Oriental, incluindo Treblinka e Auschwitz?

Sim, foi ele, Stalin. #Stalin

Categoria: Política , Opinião

Por Armando Santos

2 de fev. de 2026

As 10 Estratégias de Manipulação da sociedade através da imprensa ou mídia

O linguista, filósofo, sociólogo, cientista cognitivo Noam Chomsky na sua obra intitulada: "Armas silenciosas para guerras tranquilas" fala sobre as 10 Estratégias de Manipulação da sociedade através da imprensa ou mídia:

*1. A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.* 

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”

*2. CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.* 

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

*3. A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.* 

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

*4. A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.* 

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

*5. DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.* 

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

*6. UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.* 

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

*7. MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.* 

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

*8. ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.* 

Estimular o público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

*9. REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.* 

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

*10. CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.* 

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crédito scente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

Categoria: Política , Reflexão
Autor: Noam Chomsky 

6 de jan. de 2026

Qual a desculpa para a próxima vítima (USA)?

 Uma das máximas e pensamentos do Imperador   Napoleão  Bonaparte:  Não há leis possíveis contra o dinheiro. Imagina 50 milhões de dólares para sequestrar  Maduro. Cinquenta mil reis seria  o suficiente para um latino-americano mudar de ideia. Para alguns brasileiros bastaria um dia de folga do trabalho para tal atitude, este  ainda 
denunciaria o colega. 
 
Nada de surpresa,  Maduro não será o último nem o primeiro sequestrado pelos Estados Unidos. A Venezuela também não será o último nem o primeiro país  a sofrer  golpes,  perseguições,  boicotes, Invasões,  implantação de ditadura com desculpa de democracia , pelo decadente Império americano ,  na América  Latina e no mundo ,      apoiado  e aplaudido  pela velha grande mídia prestadora  de serviço  ao poder imperialista americano.  

A  pergunta que não quer calar:  
Qual a desculpa para a  próxima vítima? 

Com certeza não será França, Rússia, Alemanha nem Inglaterra ...
 Fato é, nada de novidade, a história registra há séculos,  todos governos latino-americanos  de perfis nacionalistas foram derrubados pelos Estados Unidos (indico o livro : As veias abertas da América Latina de Eduardo Galeano). 
Ainda somos colônias americanas, conquistamos uma pseudo independência política, porém,  falta a segunda Independência, ou seja, a independência econômica. 
Nada de novidade , mas de certo, infelizmente,   a inevitável  já iniciada  terceira  Guerra Mundial  e  o surgimento de mais um ditador Hitler, que quer dominar o mundo através da força,  desta vez,  lá dos Ventos imperialista do Norte. 
De fato, é preciso o apoio, unidade  e resistência da América Latina contra a  escalada de  terror  norte-americano a Venezuela e demais soberanias.

Categoria: Política
Autor: EdmilsonMendes